O governador José Serra (PSDB) planeja deixar o posto no fim do mês em cerimônia sóbria e sem grande alarde. Mas essa será apenas a mudança burocrática no Palácio dos Bandeirantes, para atender à formalidade da chamada “desincompatibilização”. O verdadeiro lançamento da candidatura de Serra ao Planalto será realizado depois da Semana Santa – até para fugir do dia 29 de março, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua candidata à Presidência, ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), lançam, com pompa, circunstância e barulho, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2.
Convidado por Augusto Nunes, de Veja, Lula não aceitou debater com Fernando Henrique Cardoso. Prefere o monólogo desonesto. Franklin Martins, o porta-voz, disse: “O presidente Lula, quando deixar a Presidência e se tornar um ex-presidente, aceitará debater com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso”. Augusto Nunes, o promotor do debate, rebate: “Se Lula estivesse apenas presidindo o processo sucessório, como costumam fazer em países civilizados chefes de governo em fim de mandato, o convite nem teria existido. Se tivesse apenas optado por uma candidatura, sem se envolver ostensivamente na disputa, a recusa até seria aceitável. Como os fatos informam que o presidente se enfiou até o pescoço na campanha que antecipou ilegalmente, a rejeição do convite deixa de fazer sentido. A opção pelo monólogo confirma a suspeita de que foi descoberta a kriptonita do SuperLula. Chama-se FHC.
Os principais candidatos à Presidência aproveitam o carnaval para buscar visibilidade. José Serra esteve em Recife a convite do Presidente Nacional do PSDB , Sergio Guerra. Marcou presença no “Galo da Madrugada” e decolou para Salvador.