A Polícia Federal informou hoje que os exames do governador afastado do DF, José Roberto Arruda, não apontaram nenhuma alteração no estado de saúde dele e descartaram a suspeita de trombose no tornozelo direito. A estratégia dos advogados do governador é utilizar uma possível avaliação médica apontando problemas de saúde para tentar conquistar na Justiça direito a prisão domiciliar para o ex-democrata. A defesa de Arruda sustenta que ele sofre de diabetes, queda de pressão e está com o pé inchado.
Um levantamento realizado pelo Serviço de Perícia de Engenharia e Meio Ambiente da Policia Federal apontou superfaturamento de cerca de R$ 700 milhões em 303 obras inspecionadas. O trabalho realizado pela PF ,que o jornal Folha de São Paulo teve acesso, demonstrou que de cada R$ 100 desembolsados pelo poder público, R$ 29, em média,foram superfaturados.
A defesa do governador afastado do DF, José Roberto Arruda, protocolou hoje no Supremo Tribunal Federal documento que inclui compromisso de ficar licenciado da chefia do Executivo do DF até o final das investigações da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. A estratégia da defesa é aumentar as chances de obter vitória no julgamento do habeas-corpus, marcado para amanhã no Supremo. O documento é assinado pelo próprio Arruda e por seus advogados.
Para construir um fato político com poder de tirá-lo da cadeia, o governador afastado do DF, José Roberto Arruda, pediu o adiamento do julgamento do habeas-corpus previsto para hoje. Arruda também já cogita renunciar ou pedir licença até o fim das investigações da Polícia Federal. A estratégia discutida com os advogados sinalizaria aos ministros STF – propensos a manter Arruda na cadeia – que longe do cargo ele não poderia mais obstruir as investigações, fato que motivou a prisão. Pelo cronograma da Câmara Legislativa, Arruda tem até meados de março para renunciar sem sofrer os efeitos de um impeachment. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
A Polícia Federal transferiu, no fim da tarde, da carceragem da Superintendência da PF para a Penitenciária de Brasília – conhecida como Papuda – três acusados de tentativa de obstrução da Justiça que se apresentaram depois que o STJ decretou a prisão preventiva deles, junto com a do governador Arruda. Os três são o ex-secretário de Comunicação do GDF, Wellington Moraes, o ex-diretor da Companhia de Energia de Brasília, Haroaldo Brasil de Carvalho, e um sobrinho de Arruda, Rodrigo Arantes.
O ministro Marco Aurélio, do STF (Supremo Tribunal Federal), adiou para hoje a decisão sobre o habeas corpus do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), que passou essa noite na Polícia Federal após ter a prisão decretada na tarde de ontem.
A Polícia Federal cumpriu ontem à noite os mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça, em três endereços do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda. Foram feitas buscas na residência oficial do governador, em Águas Claras, na sede do governo, em Taguatinga, e na casa particular de Arruda, no Parkway. O governador passou a noite em uma sala especial da PF.