E em entrevista a rádios da Bahia e de Pernambuco, o presidente Lula voltou a defender a estratégia de comparar as realizações de seu governo com as do governo anterior na campanha da ministra Dilma Rousseff: “Minha tese é de que deveríamos fazer uma confrontação programática e uma confrontação de realizações dos dois governos para o povo poder escolher com muito mais sabedoria. Estou tranquilo porque acho que o meu governo mudou o paradigma do Brasil, quem vier governar depois de mim não pode mais pensar pequeno. Nós tivemos oito anos, eles tiveram oito anos, então acho que precisamos comparar qualquer coisa, em qualquer área, e se eles fizeram melhor, vai aparecer, porque os números não mentem”, disse.
Mais da metade das ações que o governo considera como concluídas no PAC entre 2007 e 2009 não é composta de obras com impacto na melhoria da infraestrutura e da competividade da economia nacional. Reportagem de hoje do jornal O Globo mostra que os números do PAC foram inchados, passando a incluir os contratos de compra de imóveis e até os empréstimos para reforma.No último balanço do programa, os financiamentos imobiliários contratados pela Caixa Econômica Federal e pelos demais bancos responderam por 54% das ações listadas como concluídas. Ao incluir esses contratos, o valor das obras listadas como concluídas mais do que dobra. Dos R$ 256,9 bilhões de ações apresentadas como entregues pelo governo em fevereiro, R$ 137,5 bilhões eram referentes a operações de crédito a imóveis.
A base governista no Congresso não quer que os brasileiros compartilhem o sucesso do país. O PT é contra a participação dos trabalhadores na capitalização da Petrobras, algo que pode ser revertido hoje em votação na Câmara. Como se não bastasse, os petistas também não concordam em premiar, com valor maior do Bolsa-Família, os alunos que melhorarem seu desempenho na escola. Ao PT, o que interessa é manter os brasileiros sob cabresto, num espúrio neocoronelismo. A oposição prefere apostar na capacidade das pessoas.Leia mais neste endereço onde são publicados subsídios para o discurso e a mobilização da oposição:http://pautaemponto.blogspot.com/
O presidente Lula disse hoje que o melhor tipo de governo é que o que faz o óbvio. “Na política, a gente não inventa”. Segundo Lula, a política não se aprende na universidade e fazer o óbvio pode ser difícil. “A arte de governar é exatamente fazer as coisas simples”, disse. O presidente também recorreu, mais uma vez, a uma metáfora do futebol para fazer comparações com governos anteriores. “O Brasil estava naquela época como o time do Corinthians hoje: pesado. Time que ficou assustado com a leveza dos meninos do Santos”, afirmou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou nesta quarta-feira as obras do porto cubano de Mariel, uma remodelação financiada pelo Brasil para ilustrar sua aliança estratégica com a ilha de governo comunista. O governo brasileiro financiará com cerca de 450 milhões de dólares a modernização das estradas, vias ferroviárias e depósitos de Mariel, famoso porque de suas plataformas partiu em 1980 um êxodo para os Estados Unidos.E o Brasil?
Dos 10 milhões de reais que consignei no Orçamento da União de 2009 somente R$ 4.650.000,00, ou seja, apenas 48,4% foram empenhados. Quase R$ 5 milhões foram liminarmente descartados pelo Executivo, apesar dos pareceres técnicos favoráveis e a recomendação dos próprios técnicos do Governo. E o empenho não assegura a execução integral. A informação prestada à minha assessoria dá conta de que se cumpriram ordens do Palácio do Planalto. Veja alguns exemplos de dotações de minha autoria rechaçadas pelo Ministério do Planejamento: – R$ 600 mil para entidades assistenciais e filantrópicas do Estado, entre elas várias APAE’s ; – R$ 250 mil para o Hospital do Câncer de Cascavel; – R$ 200 mil ao CEASA de Londrina para melhoria de sua infraestrutura; – R$ 600 mil para infraestrutura em municípios com potencial turístico; – R$ 1,8 milhão para o desenvolvimento dos municípios da fronteira oeste do Estado; – R$ 1,2 milhão para infraestrutura urbana dos municípios. As emendas coletivas (do conjunto da bancada) geram enorme expectativa pelos valores expressivos que anunciam, mas se constituem em decepção maior, já que sua execução chega a ser risível. É dessa forma desprezível que o Governo Lula trata o Paraná. E olha que o ministro do Planejamento é paranaense. Imagine se não fosse!
Convidado por Augusto Nunes, de Veja, Lula não aceitou debater com Fernando Henrique Cardoso. Prefere o monólogo desonesto. Franklin Martins, o porta-voz, disse: “O presidente Lula, quando deixar a Presidência e se tornar um ex-presidente, aceitará debater com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso”. Augusto Nunes, o promotor do debate, rebate: “Se Lula estivesse apenas presidindo o processo sucessório, como costumam fazer em países civilizados chefes de governo em fim de mandato, o convite nem teria existido. Se tivesse apenas optado por uma candidatura, sem se envolver ostensivamente na disputa, a recusa até seria aceitável. Como os fatos informam que o presidente se enfiou até o pescoço na campanha que antecipou ilegalmente, a rejeição do convite deixa de fazer sentido. A opção pelo monólogo confirma a suspeita de que foi descoberta a kriptonita do SuperLula. Chama-se FHC.
A quatro anos e meio de seu início, a Copa do Mundo do Brasil-2014 já tem previsão de gastos 120% maior que o investido na África do Sul-2010. No início de fevereiro, o governo federal divulgou uma primeira lista de projetos para a Copa-2014. Incluiu 59 obras, sendo 12 delas em estádios. O custo total previsto é de R$ 17,52 bilhões, incluindo verba federal, estadual e privada. Desse valor, são R$ 5,343 bilhões para construção e reforma de arenas. O restante é para transporte e obras nos entornos das praças esportivas. A Copa da África do Sul tem gasto total previsto de R$ 7,968 bilhões.
Lula assumiu a Presidência com 884000 servidores federais. Agora o total de funcionários na ativa passa de um milhão. O efetivo cresceu em 153.000 pessoas. Nenhum governo engordou tanto como o atual. O gasto com a folha subiu 54%. Os brasileiros pagam por ano cerca de 100 bilhões de reais em salários para os servidores federais.