A oposição no Senado promete obstruir as votações dos quatro projetos do pré-sal devido à recolocada da urgência constitucional nas propostas. Com a urgência constitucional, os projetos trancam a pauta se não forem votados em 45 dias.DEM e PSDB consideram o tema complexo para ser votado a toque de caixa. O líder do governo diz que não haverá negociação. “O prazo de votação é o da urgência constitucional. Vamos votar em maio. Se tiver obstrução, vamos votar mesmo assim”, disse Romero Jucá. Na Câmara, o governo retirou a urgência constitucional depois da pressão da oposição.
A oposição protocolou hoje representação com o pedido para que a PGR (Procuradoria Geral da República) investigue a ministra Dilma Rousseff e o ex-ministro José Dirceu pela suspeita de que o petista seria beneficiado com a possibilidade de reativação da Telebrás. Na representação, DEM, PPS e PSDB argumentam que Dirceu recebeu pelo menos R$ 620 mil do grupo privado que seria beneficiado caso a Telebrás seja reativada, enquanto Dilma é responsável por essa área no Palácio do Planalto.
Governistas conseguiram hoje reverter a convocação da ministra Dilma Rousseff na CCJ do Senado para falar sobre o Programa Nacional de Direitos Humanos do governo federal. O líder do governo, Romero Jucá, apresentou requerimento para substituir a convocação de Dilma pelo ministro Paulo Vannucchi. Como os governistas são maioria na CCJ, aprovaram a troca. A oposição reagiu à manobra governista argumentando que, pelo regimento interno da Casa, todas as comissões do Senado têm autonomia para convocar ministros. Senadores do DEM e PSDB se retiraram da votação do requerimento em protesto.
Enquanto o Presidente da República e os dirigentes do PT passam a mão na cabeça dos seus mensaleiros, os reabilita e os premia, os líderes dos democratas atuam com rigor, adotam providências e limpam o seu partido em Brasília. Aplausos ao DEM pela exemplar conduta em relação ao escândalo. O mensalão de Brasília portanto, não é mais do DEM. O de 2005 continua sendo do PT.
O governador interino do Distrito Federal, Paulo Octávio, enviou hoje à Câmara Legislativa do Distrito Federal um pedido de renúncia do cargo. Cerca de uma hora antes, ele encaminhou ao DEM sua desfiliação –o que o impede de concorrer nas próximas eleições.O governador interino teria tomado a decisão por não conseguir apoio político dos deputados distritais.
Líderes do PSDB e do DEM classificaram de “mentiroso” trecho do discurso da ministra Dilma Rousseff no lançamento de sua pré-candidatura a presidente. Leia a repercussão na Folha Online