Vaccari é apontado como articulador do esquema
O inquérito policial que investiga o rombo de R$ 100 milhões na Bancoop contém depoimentos com acusações ao partido e a João Vaccari Neto, tesoureiro do PT. Testemunhas relatam que recursos eram sistematicamente desviados das construções, por meio de superfaturamentos, notas frias e arrecadações paralelas. Além disso, Vaccari é apontado como articulador do esquema e teria recebido envelopes de dinheiro da Bancoop em 2003 e 2004. Segundo Andy Roberto Gurczynska, segurança particular do ex-dirigente da Bancoop Luis Malheiro, morto em acidente de carro em 2004, envelopes com quantias sacadas em dinheiro eram entregues a Vaccari.









Serra já ‘inaugura’ até maquete de obra não-licitada.
http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/
Kd o Mário xinga-xinga da estrela?
Fotos em:
http://coturnonoturno.blogspot.com/2010/03/lula-doutor-em-inaugurar-maquetes.html
Agradeço à comentarista acima e ao Josias por divulgarem o trabalho de José Serra, já que ele não tem espaço na midia.
Como governante que convive com a realidade das pessoas, muito ao contrário daquele que vive no pesdetal montado nos palanques, no conforto dos palácios ou evapora nas viagens internacionais, José Serra visita constantemente todas as regiões do estado. Na Baixada Santista, por exemplo, ele tem vindo semanalmente desde o início de sua gestão e, no caso da ponte, a solicitação para um estudo aprimorado a respeito, foi solicitada pela prefeita do Guarujá (ex-petista), que está profundamente empenhada nessa parceria com o governador.
Parabéns, governador, por contemplar o pedido de uma obra que há décadas a população da Baixada Santista aguarda ansiosamente.
Tem jornalista que acende uma vela a Deus outra ao diabo, mesmo assim, vale a pena ler o blog do Josias, vejam:
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Lula tenta explicar o inexplicável com o inadmissível
Sérgio Lima/Folha
Se o bom senso tivesse de escolher um epitáfio, optaria pelo seguinte: “Aqui jaz uma vítima dos aloprados de todas as ideologias”.
Na ilha de Fidel, Lula lamentou que um preso “se deixe morrer de greve de fome”.
Desde então, num esforço inútil para esconder o caixão, o presidente despeja sobre o bom senso sucessivas camadas de “explicações”.
Nesta terça (9), em entrevista à Associated Press, Lula levou à sepultura do bom senso mais uma pá de “esclarecimentos”.
Pediu respeito às leis da ditadura dos irmãos Fidel e Raúl Castro:
“Temos de respeitar a determinação da Justiça e do governo cubano de deter pessoas em razão da legislação de Cuba, como quero que respeitem o Brasil”.
Vigora em Cuba uma monstruosidade chamada “Lei de periculosidade”. Prevê a detenção de pessoas que o Estado considere “perigosas”.
Para descer ao calabouço, o sujeito não precisa cometer crimes. Basta que a ditadura diga que o camarada, por “perigoso”, pode delinquir.
Para Lula, coisa normal. O presidente voltou a condenar os que, em desespero, recorrem à privação alimentar:
“Acredito que a greve de fome não pode ser usada como um pretexto de direitos humanos para libertar as pessoas”.
Como que decidido a desperdiçar a nova oportunidade para tomar distância do túmulo do bom senso, Lula exorbitou.
Comparou os presos políticos de Cuba aos bandidos recolhidos ao sistema carcerário paulista:
“Imagine se todos os bandidos presos em São Paulo entrassem em greve de fome e pedissem a liberdade”.
Foi como se Lula cuspisse no caixão do dissidente cubano Orlando Zapata Tamayo, igualando-o a um Marcola qualquer.
Num rasgo de benevolência, Lula disse que gostaria que a prisão de opositores da ditadura de Cuba “não acontecesse”. Mas…
“Mas não posso questionar as razões pelas quais Cuba os deteve, como também não quero que Cuba questione as razões pelas quais há pessoas presas no Brasil”.
Como se vê, no afã de explicar o inexplicável, Lula recorreu ao inadmissível. Antes, soara insensível. Com as novas declarações, converteu-se num alaporado ideológico.
É pena que o presidente esteja cercado de assessores que, vítimas da mesma alopragem, concordam com cada palavra pronunciada por ele.
Não há no Planalto ninguém capaz de dar ao chefe um conselho útil: Presidente, por favor, traga suas opiniões na coleira.
Blog do Josias de Souza
Apadrinhado de Tasso é condenado por improbidade
A Justiça federal condenou, por improbidade administrativa, Byron Costa Queiroz, ex-presidente do BNB (Banco do Nordeste do Brasil) na gestão FHC.
Apadrinhado do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), Byron foi condenado, junto com outras cinco pessoas, a ressarcir prejuizos estimados em mais de R$ 7 bilhões.
Levada à página do Ministério Público na web, a notícia chega em má hora para Tasso Jereissati.
Justamente no instante em que o nome do senador frequenta o noticiário como alternativa de vice para o presidenciável tucano José Serra.
Chama-se Alessander Sales o procurador da República autor da ação que resultou na condenação do apadrinhado de Tasso.
Ele acusara Byron e outros cinco ex-gestores do BNB (três diretores e dois superintendentes) de improbidade administrativa.
Os malfeitos referem-se ao período de 1997 a 2000. Coisas assim, segundo a sentença judicial:
1. Rolagem de dívidas sem qualquer tipo de análise técnica. Vencidos e não pagos, os débitos não eram provisionados como créditos podres.
2. Manutenção de mais de mais de 20 mil operações vencidas em prazo superior ao permito pelo Banco Central (360 dias).
3. Rolagem em bloco de diversas operações de crédito, sem a necessária formalização.
4. Má gestão do FNE (Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste). Recursos externos do fundo eram repassados sem formalização e dívidas atrasadas deixavam de ser reclassificadas. Com isso, tornava-se impossível aferir a situação dos devedores inadimplentes com o banco.
Além de dividir com os outros cinco condenados os prejuízos causados ao BNB, Byron foi condenado à perda dos direitos políticos por oito anos e multa de R$ 200 mil.
Os demais acusados são: Ernani Varela, Osmundo Rebouças e Raimundo Carneiro, que integravam a diretoria do Banco do Nordeste…
…E dois ex-superintendentes da instituição: Antônio Arnaldo de Menezes (área Operacional) e Marcelo Pelágio (setor Financeiro).
Aos diretores, a Justiça impôs o ressarcimento solidário dos prejuízos de R$ 7 bilhões, suspensão dos direitos políticos por cinco anos e multa de R$ 100 mil cada um.
Aos superintendentes, além do ressarcimento e perda dos direitos políticos por cinco anos, multa de R$ 70 mil cada um.
Escrito por Josias de Souza às 18h15