Escândalo: O pedágio do PT

Além de desviar dinheiro da Bancoop, o tesoureiro do PT arrecadava dinheiro para o caixa do mensalão cobrando propina. O corretor de câmbio Lúcio Funaro prestou seis depoimentos sigilosos à Procuradoria-Geral da República, nos quais narrou como funcionava a arrecadação de propina petista nos fundos de pensão: “Ele João Vaccari,  cobra 12% de comissão para o partido” Além de desviar dinheiro da Bancoop, o tesoureiro do partido arrecadava dinheiro para o caixa do mensalão cobrando propina .O novo tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, é uma peça mais fundamental do que parece nos esquemas de arrecadação financeira do partido. Investigado pelo promotor José Carlos Blat por suspeita de estelionato, apropriação indébita, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha no caso dos desvios da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop), Vaccari é também personagem, ainda oculto, do maior e mais escandaloso caso de corrupção da história recente do Brasil: o mensalão – o milionário esquema de desvio de dinheiro público usado para abastecer campanhas eleitorais do PT e corromper parlamentares no Congresso. O mensalão produziu quarenta réus ora em julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Entre eles não está Vaccari. Ele parecia bagrinho no esquema. Pelo que se descobriu agora, é um peixão. Em 2003, enquanto cuidava das finanças da Bancoop, João Vaccari acumulava a função de administrador informal da relação entre o PT e os fundos de pensão das empresas estatais, bancos e corretoras. Ele tocava o negócio de uma maneira bem peculiar: cobrando propina. Propina que podia ser de 6%, de 10% ou até de 15%, dependendo do cliente e do tamanho do negócio. Uma investigação sigilosa da Procuradoria-Geral da República revela, porém, que 12% era o número mágico para o tesoureiro – o porcentual do pedágio que ele fixava como comissão para quem estivesse interessado em se associar ao partido para saquear os cofres públicos. Os jornalistas Alexandre Oltramari e Diego Escosteguy  contam essa história com detalhes. A reportagem completa está na Revista Veja . Aqui

13 de março de 2010 - 11:25 Post Sobre Política - - - Leia Mais

111 Comentários para “Escândalo: O pedágio do PT”

  1. Sergio disse:

    De acordo com informações já do conhecimento do partido, o PSDB saiu-se mal em uma pesquisa nacional de intenção de voto a ser divulgada na quarta-feira. Ela mostra um empate técnico de José Serra e Dilma Rousseff, mas com a petista 1 ponto porcentual à frente. A pesquisa foi feita entre 5 e 10 de março com 2 002 pessoas em 142 municípios.

    Outra pesquisa, desta vez encomendada pelo PT, foi levada ao Planalto na sexta-feira. Deu pela primeira vez Dilma Rousseff 3 pontos à frente de José Serra.De Lauro Jardim na revista Veja

  2. Sergio disse:

    É quase certa a desistência de Serra a corrida presidencial.

    Fontes Tucanas ligada ao governador Áecio, acham que se confirmar essa pesquisa, não tem mais o que
    esperar do Serra.
    Mesmo porque minas gosta de Áecio , mas não votaria em serra.

  3. Rejane disse:

    do blog do Cláudio Humberto
    __
    Mensalão do PT: ex-mulher de Dirceu confirma suspeitas

    Ex-mulher do ex-ministro José Dirceu, Maria Ângela Saragoza confirmou à 2ª Vara Criminal Federal, em São Paulo, que o amigo Silvio “Land Rover” Pereira, personagem do Mensalão do PT, foi quem a apresentou a Marcos Valério, figura central do escândalo, e este a “ajudou” a obter empréstimo do Banco Rural, o banco do mensalão, para adquirir um apartamento, após vender o seu para Ivan Guimarães.

    Empregador
    No depoimento, obtido pela coluna, Ângela Saragoza diz que Marcos Valério arrumou emprego para ela no BMG, banco do mensalão.

  4. Rejane disse:

    via CH
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    ‘IstoÉ’: 71 telefonemas ligam Pimentel a Marcos Valério e ao mensalão do PT
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    Documentos inéditos guardados no cofre do Congresso Nacional podem desmontar definitivamente a versão petista de que não passa de pura ilação do Ministério Público Federal o envolvimento do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, coordenador da campanha presidencial da ministra Dilma Rousseff, com o Mensalão do PT.
    -
    É o que revela reportagem de Hugo Marques para a revista IstoÉ desta semana.
    Extratos da quebra de sigilo telefônico levantados pela CPI dos Correios indicam as ligações entre Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte, e o publicitário Marcos Valério, um dos principais protagonistas do esquema de caixa 2 petista usado para a compra de apoio político no Parlamento.
    -
    Depois que a revista divulgou o conteúdo do processo do Mensalão, que corre no Supremo Tribunal Federal, o ex-relator de movimentação financeira da CPI, deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), recorreu aos arquivos que ficaram nos notebooks dos parlamentares da CPI e descobriu ligações telefônicas de Valério para o gabinete de Pimentel na Prefeitura de Belo Horizonte.

  5. Álvaro Gomes disse:

    Justiça aceita denúncia contra Kassab por improbidade

    Prefeito de SP é acusado de não pagar precatórios a servidores públicos

    A Justiça aceitou nesta sexta (12) a denúncia do Ministério Público do Estado de São Paulo contra o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab (DEM), por improbidade administrativa.

    A denúncia afirma que a prefeitura não paga as dívidas que tem com ex-servidores públicos municipais [denominados precatórios] desde 2006. Os valors devidos passam de R$ 240 milhões.

    Após a comunicação oficial da Justiça, o prefeito Kassab tem 15 dias para fazer sua defesa. Procurada pelo R7, a prefeitura informou que aguarda a chegada da notificação para poder apresentar os argumentos da sua defesa, o que deve acontecer no começo da semana.

    No fim de fevereiro, o prefeito de São Paulo e a vice, Alda Marco Antonio (PMDB), tiveram o mandato cassado pelo juiz da 1ª zona eleitoral, Aloísio Sérgio Resende Silveira, por recebimento de doações ilegais na campanha de 2008. Ambos recorrem da decisão sem ter que deixar os cargos.

    Fonte: http://noticias.r7.com/sao-paulo/noticias/justica-aceita-denuncia-contra-kassab-por-improbidade-20100313.html

  6. Rejane disse:

    A MÁ SORTE DOS COOPERADOS DA BANCOOP É QUE OS DIRIGENTES DA ENTIDADE NÃO SÃO DO DEM…
    segunda-feira, 15 de março de 2010
    por Reinaldo Azevedo
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    A grande e terrível má sorte das vítimas da Bancoop, a cooperativa do Sindicato dos Bancários que lesou muita gente, está no fato de os dirigentes da entidade pertencerem ao PT. Os cooperados teriam melhor sorte se João Vaccari Neto e Ricardo Berzoini, duas das pessoas diretamente ligadas à barafunda, fossem membros do DEM. Aí teríamos um pandemônio! Mas não! O segundo foi presidente do PT até outro dia e é membro de destaque da burocracia partidária. Eu até o chamo de “Berzoniev”, tentando dar, assim, um sotaque soviético a seu nome, coisa bem apropriada a sua postura de burocrata cinzento.
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    O outro capa-preta é nada menos do que o atual tesoureiro do PT e amigo pessoal de Lula. Vaccari veio da engrenagem da CUT. Pertencia ao conselho da Usina de Itaipu. É um petista de quatro costados. Em depoimento prestado à Procuradoria Geral da República, Lúcio Funaro o acusa de ser o homem da corretagem junto aos fundos de pensão das estatais. Reportagem de capa da VEJA desta semana conta tudo.
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    Fossem os chefões da Bancoop membros do DEM, aí os cooperados teriam a seu lado toda a imprensa — sem exceção — e, muito provavelmente, o aparato do estado mobilizado não exatamente para atender a seus interesses, mas para pegar os adversários do PT. Indiretamente, as vítimas poderiam até ser beneficiadas.
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    Fossem os chefões da Bancoop membros do DEM — ou do PSDB —, e fitas e gravações provando falcatruas já teriam sido plantadas em todas as redações. E a coisa não seria um mal em si, claro: havendo safadeza, como havia no governo Arruda, é preciso mesmo botar a boca no trombone — e lembro que os pilantras do DF não estão mais no DEM. Já Berzoini e Vaccari pertencem ao núcleo duro do PT.
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    Fossem os chefões da Bancoop membros do DEM, setores da Polícia Federal estariam empenhados em provar as vinculações entre o esquema criminoso e a direção nacional do partido — como fazem, agora, ao investigar o caso Arruda. O governador preso já teria até redigido a sua carta acusatória… Mais um pouco, ele entra no programa de delação premiada e transforma seu cleptogoverno numa obra do DEM nacional. E não aparecerá nenhum juiz para recomendar cuidado porque, afinal, este é um ano eleitoral… Todos acreditarão que, pela primeira vez na vida, Arruda estará falando a verdade…
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    Fossem os chefões do Bancoop membros do DEM, e as vítimas da cooperativa já teriam sido levadas à Câmara e ao Senado para falar com os parlamentares, para protestar. Os petistas estariam desfilando com eles para cima e para baixo. Suplicy cantaria Bob Dylan e declamaria aqueles magníficos versos dos Racionais…
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    Para má sorte dos cooperados, nem os dirigentes do DEM são diretores da Bancoop nem as atuais oposições sabem, como direi?, fazer oposição como faria — e faz — o PT. O que impede tucanos e democratas de levar ao congresso as vítimas dos golpistas? Quem não se lembra de deputados petistas fazendo proselitismo em São Paulo durante as enchentes, acusando Kassab e Serra de serem os responsáveis pelas maiores chuvas havidas na cidade em sete décadas? Não esperem que os parlamentares do “partido” façam o mesmo em defesa das vítimas do… partido!!!
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    Muitos parlamentares da oposição gastam boa parte do seu tempo atribuindo esta ou aquela dificuldade à demora de Serra em lançar a candidatura — como se a eleição fosse amanhã. Não é. Está longe. O que está bem perto é um descalabro que colheu centenas de famílias, que, adicionalmente, ainda são vítimas da truculência da Bancoop, como atesta o escritor e jornalista Ignácio de Loyola Brandão em carta enviada à VEJA. Não receberam seus apartamentos e ainda sofrem ameaças. Brandão é um profissional bem-sucedido, pode gritar. Mas não os outros. E, numa democracia, os parlamentares também são a voz de quem não tem voz. Acorda, tucanada! Acorda, DEM!
    .
    No que me concerne, continuo firme na campanha: Arruda precisa de parceiros para jogar dominó!

    • Maria disse:

      Gente, aqui na minha cidade o PT está organizando a juventude com formação política, seria muito importante que o PSDB tb formasse seu povo para ficar no nível deles, agora o problema é que enquanto o ptezinho forma o povo, vcs xingam é isso que eu vejo, sinceramente entro neste blog e cada vez mais vejo que o que voc~es gostam é confunsão mesmo.

      • Misael disse:

        Maria

        Você é uma pobre inocente! Acredita mesmo que essa organização que se chama PT irá formar os jovens de sua cidade apenas em política? As disciplinas ministradas pelos professores PETISTAS aos seus militantes são: Terrorismo, guerrilha, corrupção, bandidagem, sequestro, como cobrar propina, como criar um mensalão, e outras coisas mais que o diabo gosta de semear. Acorde minina! Ainda há tempo de mudar para melhor.

  7. Sales disse:

    Além de desviar dinheiro da bancoop… nossa que certeza, por que ele ainda está em liberdade?

    A investigação conduzida pelo promotor José Carlos Blat foi iniciada em 2007 e até agora não houve qualquer oferecimento de denúncia. Além disso, nem a BANCOOP (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo), nem seus dirigentes foram ouvidos em qualquer momento da investigação.

    Na quinta-feira (11/3), o Juiz de Direito Carlos Eduardo Lora Franco, do Departamento de Inquéritos Policiais e Corregedoria da Polícia Judiciária da Capital (DIPO), negou os pedidos do promotor José Carlos Blat para que o Banco Central bloqueasse as contas correntes, poupança, fundos de investimentos e outras aplicações financeiras da BANCOOP. Também exigiu que o Ministério Público apontasse os indícios que o levaram a pedir a quebra de sigilo de diretores da cooperativa. (leia a íntegra da decisão)

    Nesta semana, sem citar a referida decisão, a revista “Veja” volta ao assunto. No entanto, mais uma vez deixou de procurar a Diretoria da BANCOOP para redigir sua matéria, o que poderia ter afastado a revista do caminho da divulgação de informações erradas sobre a atuação da BANCOOP. Para evitar que tais informações sejam difundidas novamente, a Diretoria da BANCOOP esclarece que:

    1. Os membros da Direção da cooperativa atuaram, sempre, estritamente dentro dos parâmetros de transparência e rigor no tratamento das contas da BANCOOP.

    2. Todas as contas da BANCOOP são auditadas pela empresa independente Terco Grant Thornton, especializada no mercado imobiliário.

    3. A “Veja” sugere que há saques em dinheiro, por meio de cheques, cujos destinos são desconhecidos. A BANCOOP informa que os cheques referem-se ao pagamento de obrigações e de serviços prestados à cooperativa. E reafirma: há uma intensa movimentação bancária entre contas da própria BANCOOP, já que cada empreendimento da cooperativa, por força inclusive do Acordo Judicial celebrado com o Ministério Público, tem conta bancária específica, sendo necessária a transferência de recursos utilizados para o custeio das respectivas obras.

    4. Os pagamentos que a BANCOOP efetuou para a empresa Caso tratam-se de serviços de segurança patrimonial regularmente contratados, desde 2005, para todos os empreendimentos da cooperativa.

    5. A BANCOOP jamais efetuou doações a partidos ou campanhas eleitorais.

    A BANCOOP segue à disposição dos cooperados, das autoridades competentes e da imprensa para prestar informações sobre as atividades da cooperativa.

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