Auditoria e depoimento no caso Bancoop

Apresentei requerimento à Mesa Diretora do Senado para que a Casa solicite auditoria ao TCU nos recursos aplicados pelos  fundos de pensão na BANCOOP.Também solicitei que a Comissão de Constituição e Justiça ouça o promotor José Carlos Blat. Leia mais na Agência Estado e na Folha Online

9 de março de 2010 - 18:18 Post Sobre Política - - - Leia Mais

18 Comentários para “Auditoria e depoimento no caso Bancoop”

  1. Fuck the USA - The Exploited disse:

    Apresente um requerimento para investigar também o caso da ALSTON.

  2. Mario disse:

    Do Jorge Serrão:

    Desvio comprovado

    O promotor Blat identificou “operações inusitadas, obviamente para mascarar o desvio de dinheiro para caixa 2 de campanhas eleitorais”:

    “Que houve desvio eu não tenho mais dúvida alguma. Os dirigentes da cooperativa transformaram-na em negócio lucrativo, utilizando os benefícios da lei para lesar milhares de cooperados que aderiram através de contratos para a construção de moradias. Uma parte desse dinheiro foi para o PT, outra parte para o enriquecimento ilícito de ex-dirigentes da Bancoop”.

    A investigação atinge diretamente os petistas Ricardo Berzoini, Luiz Gushiken e João Vacari Neto (atual Secretário de Finanças do PT e futuro tesoureiro da campanha presidencial de Dilma Rousseff) – todos ex-dirigentes da Bancoop.

    Nota: Luiz Gushiken é um dos canalhas mais poderosos e perigosos da quadrilha. É ele que tem o controle dos fundos de pensão que já manipulam 17% do PIB no mercado financeiro.

  3. Mario disse:

    Senador,

    Que se investigue tudo o que puder também no nível federal, mas, deixe uma eventual CPI para a Assembléia do estado, como quer o dep. José Aníbal. Todos estamos carecas de saber que é impossível investigar qualquer crime da petralhada no congresso.

  4. Victor disse:

    Sinceramente Senador , eh mais um tiro no pé . Esse promotor tem contra si o caso que protegeu o mega-contrabandistal Law Kin Chong e usou de suas influências na época do GAECO para não pagar as multas do Detran de SP. O histórico desse sujeito será um estorvo para o PSDB, tanto que ele responde a processo na Corregedoria.

    • Mario disse:

      ÔÔÔ Victor PETRALHA VAGABUNDO DE M.E.R.D.A!!!!

      EITA PIADA…. PETRALHA SINCERO??????

      Sempre com a velha tática de tentar desqualificar o acusador… dá para entender: vocês, canalhas, sempre viveram e vivem acusando… daí, é natural que pensem que todo acusador é, no mínimo, um vigarista.

      Você não tem a menor idéia do que está falando ao mencionar Law Kin Chong… tornou-se o maior contrabandista do país graças à parceria com a petralhada, IDIOTA!!!!

      Ele NÃO RESPONDE A PO… NENHUMA DE PROCESSO NA CORREGEDORIA. Havia (no passado) uma acusação de que teria licenciado 2 carros sem o pagamento das multas. O PROCESSO FOI ARQUIVADO!!!! Os delegados que investigaram o caso concluíram que foi simples negligência por não ter examinado a documentação do licenciamento que foi feito por um funcionário do MP.

      … e os VAGABUNDOS VENDIDOS, como o Anão Moral, estão dizendo que existe processo…

      • THOR disse:

        Nota do Partido dos Trabalhadores

        É com perplexidade e absoluta indignação que o Partido dos Trabalhadores vem acompanhando a escalada de ataques mentirosos, infundados e caluniosos por parte de alguns órgãos da imprensa a partir de matéria sensacionalista publicada na última edição da revista Veja.

        O mais absurdo desses ataques se deu hoje, terça-feira (9), quando o jornal O Estado de S.Paulo usou seu principal editorial para acusar o PT de ser “o partido da bandidagem” – extrapolando todos os limites da luta política e da civilidade sem qualquer elemento que sustente sua tese.

        O PT tem uma incontestável história de lutas em defesa da democracia, da cidadania, da justiça e das liberdades civis. Nasceu dessas lutas, se consolidou a partir delas e, nos governos que conquistou, tem sido o principal promotor da idéia de um Brasil efetivamente para todos, com absoluto respeito às instituições democráticas, às regras do jogo político e ao direito fundamental à liberdade de opinião e expressão.

        Para nós, a diversidade de opiniões é a essência não só da democracia, mas também do próprio PT. Devemos a essa característica, em grande parte, o sucesso de nosso projeto de país, cujo apoio majoritário da população se dá em oposição aos interesses da minoria que nos ataca.

        Nem o PT nem a sociedade brasileira podem aceitar o baixo nível para o qual parte da mídia ameaça levar o embate político às vésperas de mais uma eleição presidencial. O Brasil não merece isso. A democracia não merece isso. A liberdade de imprensa, defendida pelo PT mais do que por qualquer outro partido, não merece que façam isso em nome dela.

        O PT não entrará nesse jogo, no qual só ganham aqueles que têm pouco ou nenhum compromisso com a democracia. Mas buscará, pelas vias institucionais, a devida reparação judicial pelas infâmias perpetradas contra o partido e seus milhões de militantes nos últimos dias.

        Acionaremos judicialmente o jornal o Estado de S.Paulo, pelo editorial desta terça, e a revista Veja, pela matéria que começou a circular no último sábado. Também representaremos no Conselho Nacional do Ministério Público contra o promotor José Carlos Blat, fonte primária de onde brotam as mentiras, as ilações, as acusações sem prova e o evidente interesse em usar a imprensa para se promover às custas de acusações desprovidas de qualquer base jurídica ou factual.

        José Eduardo Dutra
        Presidente Nacional do PT

  5. THOR disse:

    É FEIA A CRISE NO PSDB.

    Difícil vocês dimensionarem a extensão da crise no PSDB e na oposição porque a mídia, simpática a ambos, esconde ou minimiza o fato no noticiário a respeito. Mas, enquanto a candidatura Dilma Rousseff à presidência da República pelo PT, governo e partidos aliados se fortalece (também o PR fechou com ela) o palanque do candidato da oposição, governador paulista José Serra (PSDB-DEM-PPS) está se esfacelando.

    Serra continua sem vice e não está fácil achar um que queira. O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB) mantém-se irredutível em sua decisão de não aceitar o posto, e agora é o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) que também o recusa. Jereissati anunciou que não está à disposição do partido para compor a chapa.

    O PSDB nacional hoje é isso. Não tem comando e nem direção. Serra liquidou com o partido. Impôs-se como chefe, mas não lidera. Além da falta de programa, metas, discurso e rumo, o sinal mais evidente dessa crise foi o fracasso da reunião do PSDB-SP marcada para essa 2ª feira na capital paulista para discutir as estratégias do partido para as eleições presidencial e estadual.

    Companheira de palanque, por enquanto, só Yeda Crusius

    Das 47 coordenadorias regionais do partido no Estado com direito à participação no encontro, apenas sete compareceram. O presidente regional tucano, deputado Mendes Thame (SP), ainda tentou disfarçar dizendo que serão organizadas reuniões regionais e que o esvaziamento do encontro de ontem ocorreu porque o diretório estadual ainda procura uma nova sede para alugar na capital e para servir de comitê central da campanha.

    Viu-se obrigado, no entanto, a admitir que a militância estadual tucana está ansiosa pela oficialização da candidatura Serra. “[Mas] ele fez uma opção (de esperar) sabendo que isso tem um custo (desvantagem nas pesquisas”, disse Thame. Acostumado a vencer eleições com apoio da mídia – o que não funciona mais, como já não funcionou em 2002 e 2006 – e da máquina do governo, o PSDB paulista hoje é uma legenda em completa desmobilização. Virou um partido de holerite e de cargos no governo estadual.

    Assim, resta a Serra iniciar a campanha por Minas, onde foi recebido aos gritos de “Aécio presidente”; e pelo Rio Grande do Sul, onde teve a companhia no palanque de sua companheira tucana, Yeda Crusius, a governadora campeã de envolvimento em denúncias de corrupção dentre os 27 governadores no país, agora candidata à reeleição.

  6. Sergio Accioly disse:

    Parabéns Senador pela iniciativa. Pela primeira vez em quase oito anos elles estão acuados. A oposição não pode dar trégua. Cacete nelles! Elles vão acabar fazendo m…., se entregando e ratos começarão a abandonar o navio. Não estão acostumados a apanhar.

  7. beht volky disse:

    Lula, o “Messias”

    Lula, não é um caso de análise politica e sim de um tratamento psiquiátrico.Ele não tem nenhum projeto de governar,de criar uma sociedade onde a cultura da cidadania seja exercitada.O Grande Timoneiro, em verdade, quer “vingar-se” pleno de ressentimento dos “burgueses” que, segundo sua paranóia, o “castigaram ” com uma vida marcada pelas privações de toda ordem.

    Não é necessário recorrer a Freud para constatarmos que estamos diante de um cidadão tipicamente borderline, um transtorno psiquiátrico, misturando a personalidade aparentemente normal com momentos psicóticos. Daí, as bruscas mudanças de comportamento, aliadas a uma visão super idealizada de si mesmo,que, quando confrontadas com uma “rejeição,” pode levá-lo à atitudes extremas.

    Todo este quadro,mais uma imensurável megalomania,e temos, no caso de Lula, um eterno aspirante ao poder absoluto; um “Messias” vocacionado a “mudar o mundo”,não importando os meios necessários para fazê-lo.

    É evidente que esta disfunção psicológica, não justifica a canalhice politica que lhe é peculiar, senão todos os portadores deste desequilibrio, perfeitamente controlável por medicações, seriam meliantes, perdão, digo militantes do PT.

    A ditadura, que já começa matreiramente, a instalar-se no país é, em verdade, um projeto duradouro de permanencia no poder, sem uma ideologia que almeje um Brasil realmente de todos os brasileiros. Sendo assim, São Lula após “reformar” a ordem mundial em parceria de seus coadjuvantes, Chavez, Ahmadinejad e Marco Aurelio Garcia, ascenderá aos céus, louvado por cânticos entoados pela beata Ideli Salvati!

    Ao fundo José Dirceu, será carregado em triunfo pela horda do MST, e assumirá a presidência do país. Por Carlos Vereza
    http://movimentoordemvigilia.blogspot.com/2010/03/lula-o-messias.html

    • Trabalhador disse:

      Por isso nos dias atuais necessitamos de uma loucura específica, aquilo que possa manter firme os conceitos da liberdade constitucional. O que vem ocorrendo é gravíssimo como propriamente disse, os selos das políticas públicas sobre a perspectiva privada, a coação jurídica sobre os fundamentos lógicos e sãos. Realmente adoecem qualquer um que pretenda executar bons projetos na Casa, aliás a maioria ali só existe apenas, são marionetes do messias tarado por poder…

      • Trabalhador disse:

        Correção do texto

        Nos dias atuais, necessitamos de uma loucura específica. Algo que possa manter firme os conceitos da liberdade constitucional.
        O que vem ocorrendo é gravíssimo como propriamente foi dito, os selos das políticas públicas sobre a perspectiva privada, a coação jurídica sobre os fundamentos lógicos e sãos.
        Isso adoece qualquer um que pretenda seguir democraticamente com os processos na Casa, aliás, a maioria ali, só existe para servir o iluminado.

  8. denovo disse:

    É isso, CPI na Assembléia de São Paulo, pq no Senado é pizza na certa.

  9. denovo disse:

    Ôps, aí em cima onde se lê Senado, leia-se Congresso.

  10. Sales disse:

    COMO VIVEMOS NUMA DEMOCRACIA (MANIPULADA ,É CLARO), VAMOS “OUVIR” O OUTRO LADO!

    terça-feira, 9 de março de 2010, 20:58 | Online ESTADÃO

    ‘Cooperados que tinham de pagar não quiseram’, diz Vaccari
    Segundo tesoureiro do PT, valores iniciais da Bancoop eram estimativas que tiveram de ser corrigidas

    Clarissa Oliveira – O Estado de S.Paulo

    SÃO PAULO – Apontado pelo Ministério Público Estadual de São paulo como responsável por um esquema de desvio de recursos na Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop), o novo tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, diz que houve apenas um “desequilíbrio financeiro” e nega que o dinheiro tenha ido para campanhas eleitorais de seu partido. Em entrevista exclusiva ao ‘Estado’, Vaccari responsabiliza os próprios cooperados por não terem conseguido as chaves dos imóveis adquiridos por meio da cooperativa.

    De acordo com ele, os valores apresentados no ato da compra não passavam de “estimativas”, que tiveram de ser corrigidas em decorrência de “erros orçamentários”. “O que existe é uma briga entre sócios. Uma cooperativa é uma sociedade de pessoas. E alguns sócios não querem cumprir o que eles combinaram.”

    Como o sr. reage às conclusões do promotor José Carlos Blat, do Ministério Público Estadual?

    Vocês continuam insistindo no erro. Não há R$ 100 milhões de rombo.

    Então, como o sr. explica os quase três anos de investigação?

    Para você ter uma ideia, ele em nenhum momento cita que teve acordo com a Bancoop. Temos um acordo judicial, transitado com o juiz, onde ele exclui a gente. De qualquer forma, há uma diferença entre um gestor financeiro e um diretor financeiro. Lá, o Luizinho (Luiz Malheiro, ex-presidente da Bancoop) optou pelo modelo de gestores. Me colocou como gestor financeiro, mas eu não assinava nada. Eu só cobrava dele que não podia dar problema.

    O sr. não assinava os balanços?

    Nada, nunca tive que assinar nada. Nem balanço. Só comecei a assinar quando virei presidente, quando Luizinho morreu num acidente. Eu podia renunciar, mas decidimos fazer um mandato tampão. Quando elegemos a direção, houve uma assembleia com mais de 120 cooperados, que não estavam acostumados com isso. Perguntaram qual era nosso plano de trabalho e dissemos que teríamos democracia, transparência e participação. Era nosso slogan. Houve cooperados que foram até lá, gostaram da cooperativa. Fizemos uma auditoria contábil e uma de engenharia. Para quê de engenharia? Para ver se estava tudo bem. Aí os engenheiros disseram: ‘Tem problema nos preços. É muito baixo. Com esse preço que vocês puseram, vocês não constroem’. A auditoria contábil mostrou que estava desorganizado. Então, organize. Contratamos a Trevisan e agora outra empresa audita nossos balanços. Estou dizendo isso, mas você não vai escrever uma linha. Porque não é a linha do seu jornal. Você não vai escrever nada disso, vai continuar com essa bobagem de R$ 100 milhões. Aí, nós apuramos prédio a prédio e chamamos os cooperados por escrito, empreendimento a empreendimento. Dissemos a eles: ‘os preços estão errados. Não se constrói com esse preço’.

    Então, alguém apenas errou na primeira avaliação?

    Foi um problema de custo.

    Mas de quem foi esse erro?

    Dos engenheiros. Muitas vezes não se fez o cálculo correto. Não é que faltava 20% em todos os empreendimentos. Em alguns, faltava R$ 3 mil. Em outros, faltava R$ 50 mil.

    O sr. explica esse problema todo com famílias que não conseguiram seus imóveis por um erro orçamentário? São os cooperados que estão falando.

    Nós chamamos os cooperados e dissemos a eles: ‘Amigos, com esse dinheiro dá para fazer duas torres, não três. Auditem para verificar’. Alguns fizeram isso e estão tocando a vida. Outros fizeram e não concordaram com o resultado. Houve dois que enrolaram a gente. Disseram, vocês vão fazer (a auditoria), depois a gente soma e divide. Conferiram, acharam erros usuais de construção civil, nada desse escândalo que o promotor diz que tem. Só que faltava dinheiro. Então, esse dinheiro não entrou. Aí, o cara pega o termo de adesão – cooperativa não faz contrato – e lá dentro tem todas as regrinhas, inclusive a de que eles têm de pagar eventuais diferenças de preços. Mas eles dizem: ‘Ah, você tem que construir por esse preço que você falou’. Mas isso é estimativa de custo.

    Os cooperados, segundo o sr., não concordaram em acertar essa estimativa de custo?

    Muitos não tentaram pagar. Aí, pegamos as obras prontas, fizemos o cálculo de quanto foi gasto na obra e colocamos a documentação à disposição dos cooperados para que eles auditassem. Está tudo por escrito. Já contamos essa história dez vezes. Seu jornal nunca quis escrever. Esse promotor faz essa apologia o tempo todo. Por que ele não propõe ação na Justiça? Porque não tem provas.

    Mas foi o próprio irmão de Luiz Malheiro que denunciou a existência de pagamentos para o PT.

    Se ele fez pagamentos ao PT, deve ter sido para alguém. Ele deve ter algum documento. O Hélio Malheiro é um picareta. Eu só o conheci quando o irmão dele morreu. E nós o demitimos por má prestação de serviço. Ele e o Andy (Roberto, ex-segurança da Bancoop), que espelhava notas. Isso tudo nós entregamos ao promotor, inclusive as notas espelhadas pelo Andy. Nós fizemos todo o processo de saneamento. Esse promotor quer sacanear comigo, porque sou petista, sou tesoureiro do PT. É uma ação eleitoreira, a mando do PSDB. Tanto é que não teve nenhum processo e só agora ele pede para quebrar meu sigilo bancário. Só agora. Eu não tenho problema nenhum com meu sigilo bancário.

    O sr. não tem preocupação?

    Eu vou reagir politicamente e ele que vá fazer gracinhas com as negas dele. Acabou o dinheiro, paramos as obras. Tem um empreendimento na Paulista do qual somos credores, R$ 1,5 milhão que gastamos a mais. Aí gritavam. Então, obra parada. No dia que pagarem, continua. Os cooperados tinham que pagar, alguns deles não quiseram. Outros quiseram. Os que quiseram, concluíram a obra e estão tranquilos. Concluímos algumas obras com recursos de terceiros, com o chamado Empréstimo Solidário. Se esse promotor quisesse saber quem sacou dinheiro, não ficava somando cheques de operação interbancária. Ele está somando isso e dizendo que é rombo. Não é. Por que ele não vai ao Bradesco e pede ao banco que informe quem sacou? O Bradesco tem. Está tudo lá.

    Mas há indícios de que o dinheiro foi parar na campanha do PT em 2002. E não é de hoje que há um histórico de caixa 2 no PT.

    Não tem caixa 2 no PT. Eu nunca tive conhecimento disso.

    Chama-se ‘mensalão’.

    Não existe isso. Se o Blat tivesse feito uma investigação séria, não estaria dizendo tanta bobagem.

    Mas o fato é que parte do dinheiro da Bancoop parece ter desaparecido.

    De jeito nenhum. Nós usávamos cheques TB (transferência bancária), você não saca dinheiro – eram usados na época em que ainda tinha a CPMF. Você não saca cheque TB na boca do caixa. Não saca. Agora, se você levar um cheque normal, saca. Mas, se sacar, fica identificado quem sacou. Pergunto: por que eles não vão lá na gerência do banco para ver se a Bancoop sacou R$ 100 milhões em dinheiro lá? Não existe isso.

    Como era seu relacionamento com o Luiz Malheiro?

    Eu era presidente do Sindicato (dos Bancários). Tínhamos um bom relacionamento. Mas quando fizemos a auditoria de engenharia é que descobrimos que havia um problema. Teve um problema de desequilíbrio financeiro, que nós comunicamos aos cooperados. Está tudo escrito nos nossos balanços.

    R$ 1,5 milhão teriam sido pagos na sua gestão à empresa do Freud Godoy.

    Freud é prestador de serviços. Ele faz segurança. Nós demitimos o Andy e contratamos o Freud.

    Mas o Freud não é suspeito?

    Ele não tem nada suspeito, nunca foi condenado a nada. Se os jornais não gostam do Freud porque ele é assessor do Lula é um problema dos jornais. Ele tem uma empresa que presta serviços direitinho.

    O sr. trocou telefonemas com Hamilton Lacerda no dia da tentativa de compra do dossiê dos ‘aloprados’?

    Vá lá na Polícia Federal e pegue meu depoimento. Está lá. Estamos conversando aqui, mas eu não sei o que você fez antes de chegar. E se você matou um cara na esquina? Eu sou cúmplice do seu ato? Não tem nada a ver. Nem foi o Hamilton Lacerda que ligou para mim.

    Com quem o sr. falou?

    O delegado da Polícia Federal não me perguntou.

    Me parece uma pergunta óbvia.

    Meu depoimento está lá, é público. Você está vendo como é uma engenharia política? Tentam até trazer os aloprados para a gente. O meu relacionamento com o Aloizio Mercadante (de quem é segundo suplente) é zero. É um eterno conhecido. Não fazia parte da campanha dele, não fazia nada. É uma tentativa de ilações. É serviço do PSDB.

    Quem está mandando?

    Acho que é o amiguinho deles promotor. Ou o próprio presidente do PSDB, ou o (José) Serra. É coisa do PSDB. Tem alguma coisa que não estou entendendo. Porque estamos dizendo as mesmas coisas há três anos. Não publicam o que a gente diz.

    Mas, na sua avaliação, não parece suspeito o relacionamento da Bancoop com a Germany e outras empresas?

    O que eu fiz quando era presidente? Tinha um monte de construtoras e os preços eram equivalentes. Tem construtora que processa a gente na Justiça, tem construtora que não pagou direitos dos trabalhadores e veio para nós, um monte, grande, pequena, de São Paulo, fora de São Paulo. Criamos um padrão de engenharia. Nosso desejo era até padronizar os prédios. Então, encerramos contratos. Estamos regularizando devagar. Não é fácil.

    Se os problemas são tantos, por que manter a Bancoop funcionando? Afinal, ela parece criar mais problema do que solução.

    De jeito nenhum. Aqueles que querem fazer as coisas da maneira certa estão fazendo. Tem que fazer direitinho. Aí, é uma boa medida de redução de custos para a construção de imóveis. Se nós falamos que é R$ 20 mil, a construtora diz que é R$ 50 mil. Nós não lançamos nenhum empreendimento nesses cinco anos. Estamos resolvendo. Alguns estavam feitos, outros estavam feitos pela metade. Se fizer certo, dá certo. Agora, a determinação do nosso sindicato é continuar fazendo produção para bancários, porque há bancários que querem comprar.

    Quando o PT escolheu seu nome para a tesouraria, todos já sabiam que isso viria à tona. Alguns foram contra e outros até disseram que foi um pagamento por serviços prestados.

    Não recebi. Não recebi pagamento.

    Como foi a escolha do seu nome?

    Foi um debate político, como ocorre com todo mundo. Teve gente contra, gente a favor. Tivemos de construir uma maioria. Sou bancário e a cooperativa é dos bancários. A prerrogativa de resolver esse problema foi da cooperativa, quisemos colocar tudo em ordem. Agora, o que existe é uma briga entre sócios. Uma cooperativa é uma sociedade de pessoas. E alguns sócios não querem cumprir o que eles combinaram. ‘Ah, está tudo errado’. Então, audita. Nós pagamos auditoria para alguns empreendimentos. E não acharam os erros do Blat.

    Mas o Blat não é o único. Outros organismos investigam a Bancoop.

    E o que acharam? A maioria das perícias demonstraram a nossa visão ou tiveram diferenças pequenas.

    Como o sr. responde à alegação de que a Bancoop foi criada com um propósito específico, de arrecadar e desviar dinheiro?

    Quem faz essa acusação tem que, primeiro, provar, colocar nos autos, para nos garantir direito de defesa. A forma como as coisas têm sido feitas por alguns órgãos de imprensa e pelo promotor Blat é não permitir nosso direito de defesa.

    O PSDB já prepara uma CPI na Assembleia Legislativa. Tucanos dizem que convidaram o sr. a prestar esclarecimentos e o sr. não compareceu. Agora, querem convocá-lo.

    Tudo depende de como vou ser convocado. Da primeira vez, eles queriam fazer na Assembleia Legislativa um linchamento público, não queriam explicações. Nunca quiseram ouvir explicações, até porque todas as explicações nós demos. Isso tudo é uma guerra política. Por que o Blat não pediu antes a quebra do meu sigilo? Por que só pede agora, na véspera da eleição? O Ministério Público civil perguntou, pediu documentos, esclarecemos, fizemos um acordo com eles e o juiz homologou. Por que a diferença, se a Bancoop é a mesma, o Ministério é o mesmo?

    O que vocês estão fazendo para solucionar os problemas dos cooperados?

    Eles têm que pagar. Se eles não pagam, não tem. Há um contrato assinado conosco, onde o preço é estimado. E eles querem transformar em Código de Defesa do Consumidor, onde o preço é fechado. Mas não foi isso o que eles assinaram. Agora, querem que entreguem sem pagar.

    Quando o irmão do então presidente da Bancoop diz que o dinheiro ia para o PT, como fica?

    Ele (Hélio Malheiro) tem que provar. O irmão dele (Luiz Malheiro) morreu. Não adianta eu apenas falar que você vende cocaína. Vou ter que provar o que eu digo.

    Como o sr. enxerga o movimento do PT de manter o sr. e esse caso longe da Dilma?

    Eu nunca fui próximo da Dilma. Sou militante do PT, só isso. Não frequento a Casa Civil, nem nada disso. Eu a cumprimentei uma ou duas vezes. É nossa candidata, respeito.

    O sr. faz parte do Conselho de Administração da Itaipu Binacional. Por que o sr. está lá?

    Lá existem seis conselheiros, não sou só eu.

    Mas quem o indicou e por quê?

    Quem de direito.

    Mas o que justifica sua presença nesse conselho?

    Por que a perseguição comigo, só porque eu sou do PT? Só por que sou o único trabalhador, que veio dos sindicatos? Tem que indicar mais trabalhadores para os conselhos de administração. Sou representante dos sindicatos. Quando fui indicado, eu era secretário de Relações Internacionais da CUT. Qual é a característica de Itaipu? É binacional.

    De uma forma ou de outra, o PT tem um histórico de irregularidade na administração de recursos e o modelo aplicado na Bancoop traz à memória o caso do mensalão.

    De jeito nenhum. Pegou-se o dinheiro, usou-se na construção dos imóveis.

    Nunca houve saque em dinheiro na boca do caixa, cheque circulando?

    Essa informação, basta o promotor pedir ao Bradesco, que com certeza tem tudo disponível. Agora, que temos despesas operacionais, temos. O seu jornal também tem.

    Como o sr. recebe o fato de alguns o compararem ao Delúbio Soares?

    Pergunte a quem comparou. O que eu espero é que se conte a verdade sobre a Bancoop. O que houve foi desequilíbrio financeiro, crescimento muito acelerado. Cresceu sem o devido planejamento. Nós desativamos o que deveria ser desativado e devolvemos o dinheiro aos cooperados. Desativamos alguns conjuntos antes de colocar o primeiro tijolo. Quando o promotor faz essa agitação eleitoral, para nós se cria um grande desgaste, paralisa tudo. Mas é bom registrar que não sou mais presidente da Bancoop. Sou ex-presidente.

    Quanto o sr. ganhava como presidente da Bancoop?

    Está tudo registrado nos balanços, aprovado nas nossas assembleias.

    Como foi o processo todo de negociação com os cooperados?

    Fizemos reuniões técnicas com os cooperados, alguns empreendimentos já tinham gastado mais do que estava arrecadado, outros não tinham gastado tudo. Avisamos: ‘Há um problema, os orçamentos foram feitos de forma errada. Houve desequilíbrio financeiro na elaboração do orçamento’. Colocamos os documentos à disposição deles, para que auditassem. E mais, contratem a auditoria da confiança de vocês e nós pagamos – metade, metade. A sua metade, colocamos como custo de obra. A nossa, descontamos da taxa de administração. E façam todas as verificações. O que foi encontrado é que de fato havia coisas erradas no orçamento. Oferecemos ao Ministério Público que auditasse todas as nossas obras. Foram escolhidas três obras. Chegamos a discutir o nome da empresa que faria a auditagem. Aí, o Ministério Público mandou arquivar o processo.

    Mas não foi um empreendimento apenas que apresentou problema. Esse modelo problemático parece ter sido repetido prédio após prédio.

    Mas alguns deram certo.

  11. SYLVIO SEBASTIANI disse:

    Senador Álvaro Dias, hoje em dia é importante fazer a defesa de um Promotor, de um Procurador quando ele entra em uma causa.O Ministério Público é uma Instituição Independente que cuida da proteção das liberdades civis e democraticas, é da Constituição Federal, art.127.Senador Álvaro Dias, para isso que nós do MDB lutamos, Seus membro são chamados de Promotores de Justiça. Os membros do Congresso Nacional tem obrigação perante a população de defender esses defensores do Direito, Não venha uma pré-candidata “laranja” querer atacar um Promotor, um Procurador. Ela que se ponha em seu lugar, pois nem ao menos candidata à Presidente da Republica ela não é, se disser que é esta desqualificada, está desrespeitando a Lei, quem desrespeita a Lei o lugar é junto com o Arruda.

  12. Rose disse:

    Que desculpa esfarrapada.
    Eu sou leiga no assunto, mas eu e meu marido também entramos numa canoa furada, semelhante ao que aconteceu com o pessoal dessa cooperativa, porém, em proporções muito reduzidas, pois trata-se de apenas um prédio de doze andares.
    São quase vinte anos pagando por uma obra que não termina.
    Uma administradora realizou a venda no antigo sistema a preço de custo.
    Pagamos uma entrada que constava ser a cota do terreno. Depois descobrimos que aquele pagamento era irregular e que o terreno ainda pertencia aos verdadeiros proprietários, que receberiam apartamentos como pagamento.
    Mais da metade dos compradores desistiu ou parou de pagar e continuou participando das assembléias, tentando negociar sua dívida.
    O que aconteceu com os que desistiram ou pararam de pagar e não tiveram interesse em negociar?
    Assinaram um documento de desistência ou levamos a leilão, portanto, há mecanismos para resolver essas pendências, o que desmonta essa vitimização dos responsáveis pela obra.

    Outro dado importante, passado o período estipulado no contrato, os donos do terreno entraram na justiça exigindo uma reparação pela demora exagerada na conclusão da obra.
    Quem respondeu por isso e foi obrigado a pagar?
    Nós, os honestos que pagamos pontualmente nossas prestações?
    Claro que não, os administradores foram responsáveis pelo atraso porque nunca providenciaram a venda dos apartamentos vagos e os compradores que ainda continuam fazendo parte do empreendimento não tem a obrigação de resolver questões de terceiros, nós também somos vítimas tanto quanto os donos do terreno.
    Conclusão, o administrador também nos abandonou e agora tentamos tocar a obra, vender as unidades vagas ou o prédio inteiro, mas, infelizmente, como parece que pilantra nasce em penca, um dos componentes do grupo se arvorou de líder e, mais uma vez, estamos sendo enrolados porque o fulano vive blefando que conhece pessoas interessadas pelo prédio, isso já tem quase uma ano, os demais acreditam e nada se resolve. Há outras irregularidades impublicáveis, mas esse tipo de gente não tem escrúpulo, tenta vencer pelo cansaço.
    Tentamos consultar advogados que não nos atendem, procuramos outras administradoras que também não querem assumir essa encrenca.
    Socorro, se alguém puder passar alguma informação, oferecer uma orientação, eu agradeço profundamente.

  13. José disse:

    Senador Álvaro Dias.

    A BANCOOP entregou apartamentos para filiados do PT sem sorteio, a escolha foi pesoal. É só achar o endereço de petistas famosos e ver que são edificios construidos e distribuidos por esta cooperativa que tinha como presidente o anterior presidente do PT.

    Nota – Até hoje não entendi o PT na “cola” do Daniel Dantas, se ele foi o principal financiador através do BMG e esquema mensalão do PT para a primeira eleição do Lula, e o grande financiador do filho do Lula para as investidas empresariais. O Sr. teria esta informação?

    http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100309/not_imp521524,0.php

    Pode ultrapassar R$ 100 milhões o total do desvio de recursos da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop), calcula o promo tor de Justiça José Carlos Blat, da 1ª Promotoria Criminal da Capital. “A movimentação sob suspeita indica que o rombo supera R$ 100 milhões”, disse Blat, após análise parcial de 8,5 mil extratos bancários da cooperativa, relativos ao período de 2001 a 2008.

    Blat está convencido de que uma fatia do montante foi destinada a campanhas eleitorais do PT – ele não aponta valores exatos que teriam tomado esse rumo porque, alega, depende de investigações complementares.

    Na sexta-feira, o promotor requereu a quebra do sigilo bancário e fiscal de João Vaccari Neto, que presidiu a cooperativa até fevereiro, quando deixou o cargo para assumir o posto de tesoureiro do PT. Também foi pedida uma devassa nos investimentos de dois ex-diretores da entidade, Ana Maria Érnica e Tomás Edson Botelho Fraga. O promotor quer o bloqueio das contas da Bancoop.

    “Que houve desvio eu não tenho mais dúvida alguma”, diz o promotor, após dois anos e m eio de apuração. “Os dirigentes da cooperativa transformaram-na em negócio lucrativo, utilizando os benefícios da lei para lesar milhares de cooperados que aderiram através de contratos para a construção de moradias. Uma parte desse dinheiro foi para o PT, outra parte para o enriquecimento ilícito de ex-dirigentes da Bancoop.”

    Ele identificou “milhares de movimentações financeiras fraudulentas visando a ludibriar os cooperados”. O promotor identificou “operações inusitadas, obviamente para mascarar o desvio de dinheiro para caixa 2 de campanhas eleitorais”.

    REPASSE

    O inquérito revela que um ex-presidente da cooperativa, Luiz Eduardo Malheiro, tinha participações como sócio-cotista da Germany Comercial e Empreiteira de Obras Ltda, responsável pela construção dos empreendimentos da Bancoop. Malheiro fazia parte da diretoria da Mirante Artefatos Ltda, contratada da Bancoop para fornecimento de concreto. Ele mo rreu em novembro de 2004, em acidente de carro em Petrolina (PE). Ao Ministério Público, seu irmão, Hélio Malheiro, afirmou que “muitas vezes se via obrigado a entregar valores de grande monta” para o PT.

    O rastreamento bancário aponta repasses da Germany para o partido. “A doação efetuada pela Germany para o comitê financeiro do Partido dos Trabalhadores tem apenas aparência lícita, pois foi uma forma fraudulenta de burlar a legislação eleitoral que os dirigentes da Bancoop, que pertencem a referido partido político, encontraram para beneficiar seus candidatos”, diz Blat.

    “Os dirigentes da Bancoop, através de empresa de fachada, operaram esquema de caixa 2 para fomentar campanhas eleitorais”, afirma. “O exame dos documentos bancários indica que a cooperativa emitia cheques, valendo-se do expediente de saques na boca do caixa, sem indicar o destinatário e tampouco constando a identificação dos portadores. Cerca de 40% da movimentação das contas da Bancoop teve os recursos sacados em dinheiro.”

    REAÇÃO

    Vaccari lançou um desafio. “Blat tinha que colocar o que diz nos autos. O fato é que não existe nenhum processo contra dirigentes da Bancoop na época, nem contra mim, nem contra outros. Ele faz agitação eleitoral, mas não coloca nada nos autos. É inalienável o direito de defesa de qualquer cidadão.”

    Para o advogado da Bancoop, Pedro Dallari, “é maluquice” a estimativa dos R$ 100 milhões. “Eu não sei nem de onde ele tirou isso. Hoje a cooperativa é credora, ela tem a receber dos cooperados.” Dallari aponta “erro infantil” no exame dos cheques. “Ignoraram o que é movimentação interbancária.”

    “A cooperativa é sujeita a controles e auditoria permanente. Todos os balanços e as demonstrações financeiras são verificadas. É evidente que não poderia haver uma única transferência para o PT que não fosse transparente”, diz o c riminalista.

    josé

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